Eu sempre sonhei em ter um computador que fosse tão fácil de utilizar quanto um telefone. Meu sonho se realizou. Eu não sei mais como utilizar meu telefone 
Bjarne Stroustrup (Cientista da computação e professor catedrático na universidade Texas A&M, nasceu em 1950)
BOM ATENDIMENTO É SUFICIENTE?
Por: Márcia Campiolo
Vivemos hoje, a chamada “era do cliente”. Pode-se observar um grande movimento no mercado, onde todas as áreas da economia procuram elaborar e implantar estratégias que possam conquistar e manter os clientes.
É interessante observar todo o aparato de técnicas que estão surgindo, onde os profissionais procuram entender o perfil deste cliente hoje, e através desta compreensão descobrir o melhor caminho de, não só chegar até ele, mas mantê-lo junto ao seu negócio.
Na área médica, observamos que o mercado apresenta-se num momento de grandes mudanças. A oftalmologia convive hoje com esta realidade de uma forma muito intensa, uma vez que se trata de uma especialidade que exige grandes investimentos no aprimoramento e atualização constantes, em tecnologia, formação de grupos para viabilizar o crescimento e por outro lado o aumento bastante grande no numero de profissionais na área.
Houve um tempo em que bastava ser um profissional competente para ter sucesso.
Depois, isto já não bastava, precisava-se além de ser bom profissional, oferecer também um bom atendimento, instalações confortáveis, investimento em tecnologia.
E hoje, nos perguntamos: Bom atendimento é suficiente? Porque o fato de um cliente receber um ótimo atendimento, não é garantia de que ele voltará a buscar os serviços deste mesmo profissional?
Para entendermos melhor a lógica do funcionamento desta realidade, é preciso lembrar, que a memória a longo prazo está ligada a fatores realmente marcantes.Uma consulta médica pode ser uma experiência agradável, mas não necessariamente marcante o suficiente para ser preservada integralmente na memória do cliente.
Este cliente durante o período em que demora em procurar novamente um Oftalmologista irá passar por inúmeras situações agradáveis que pela sua importância irão passar a “ ocupar” o espaço da memória da consulta médica realizada.
Isto nos remete a conclusão de que além de um “bom atendimento”, nós não podemos simplesmente nos esquecer deste cliente após este atendimento. É preciso nos preocuparmos em manter um relacionamento mais freqüente e duradouro com eles, para que possamos, não só conquistar novos clientes, mas manter também aqueles que já receberam os nossos serviços e que poderão não mais retornar.
Para isto, é preciso quebrar o velho paradigma onde a iniciativa de contato é sempre e exclusivamente do cliente, e adotar atitudes pro-ativas, no sentido de tomar também algumas iniciativas.
É difícil a definição da melhor estratégia, que esteja dentro dos limites e preceitos éticos e que possa agregar valores positivos na relação com o cliente. Cada profissional deve valer-se de criatividade e também de envolvimento e integração da equipe de funcionários da clínica, para tornar viável um trabalho comprometido com a eficiência e a continuidade.
Uma simples carta lembrando ao cliente a data de realização e sua última consulta, pode ser um exemplo dos recursos que, se utilizado pode produzir resultados positivos.
As ferramentas concebidas devem ser implementadas dentro de um conjunto harmonioso associado à qualidade no atendimento prestado no dia a dia da clínica e que seja contínuo, pois caso contrário se perderá, tornando-se inócuo, na busca de um relacionamento estável e duradouro com os clientes.
Acredita-se hoje, que o sucesso dos profissionais médicos, dependerá cada vez mais da qualidade do relacionamento com o cliente.
Todos os artigos são de autoria de Márcia Campiolo e não podem ser alterados ou republicados sem a permissão da autora.